Agente da Guarda de Vila Velha é procurado após balear garçom em Vitória

Crime aconteceu no dia 2 de dezembro, em frente a uma casa de shows no bairro Santo Antônio. Outras quatro pessoas estavam com o suspeito, sendo três colegas de trabalho


Crime aconteceu em Santo Antônio, no início de dezembro
Foto: TV Vitória

Um agente da Guarda Municipal de Vila Velha, suspeito de balear um garçom, no início do mês passado, em Vitória, está sendo procurado pela polícia. A Justiça decretou a prisão de Paulo Marins Jahel, de 29 anos, por tentativa de homicídio qualificada, por motivo fútil e impossibilidade de defesa da vítima.

O crime aconteceu na porta de uma casa de shows em Santo Antônio. Outras quatro pessoas que estavam com o suspeito no momento do crime, sendo três delas também da Guarda Municipal de Vila Velha.

Os suspeitos foram indiciados por cinco crimes, de acordo com a atuação de cada um. Segundo a polícia, na noite do crime dois agentes deveriam estar em serviço e, por isso, foram indiciados também por abandono de função.

O secretário de Defesa Social e Combate à Violência de Vila Velha, coronel Marcos Tadeu Celante, informou que, diante dessa ocorrência, foi instaurado um processo administrativo disciplinar que afastou, inicialmente, Paulo Jahel por 60 dias. Sobre os outros três agentes que também foram indiciados, a Prefeitura de Vila Velha disse que ainda não foi notificada sobre os fatos.

Confusão

A confusão aconteceu no dia 2 de dezembro. Segundo a polícia, a vítima, Welington da Cruz Silva, de 32 anos, havia acabado de deixar o serviço e foi até a entrada do estabelecimento, onde estava o suspeito. O garçom foi abordado pelo agente, o que deu início a uma discussão.

A vítima ainda estava uniformizada no momento do crime. O garçom foi atingido no ombro e na mão. Welington foi socorrido e levado para o hospital. Ele já teve alta e se recupera em casa.

A confusão aconteceu por volta das 3 horas, mas a família da vítima só foi informada sobre a tentativa de homicídio pela manhã. O envolvimento do guarda provocou revolta nos parentes do garçom. “Estavam de folga e num lugar desse armado para atirar em uma pessoa. Nem teve luta nem nada. Meu filho nem estava armado”, disse a mãe de Wellington, na época do crime.

Ainda segundo a polícia, depois de balear a vítima, Paulo Jahel deixou o local acompanhado dos colegas. O grupo só foi descoberto com a ajuda de uma testemunha, que anotou a placa do veículo em que o suspeito fugiu. Na delegacia, os guardas alegaram que Jahel agiu em legítima defesa, mas a versão não convenceu a polícia.

Quem tiver qualquer informação que possa ajudar a localizar o guarda municipal foragido deve entrar em contato com o disque-denúncia, pelo telefone 181. Não é preciso se identificar.

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